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	<title>Blog do Faveco</title>
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	<description>o ponto de vista de quem vê os dois lados, quem sabe, três...ou muitos mais!</description>
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		<title>Ralph Nader, Beto Sicupira e o babaca</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 11:35:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faveco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[O mais conhecido e abundante é o babaca. Segundo o Aurélio, babaca é sinônimo de tolo, o cara que não tem inteligência ou juízo, o famoso ingênuo. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mais conhecido e abundante é o babaca. Segundo o Aurélio, babaca é sinônimo de tolo, o cara que não tem inteligência ou juízo, o famoso ingênuo. No caso, o consumidor brasileiro, cujo protótipo sou eu mesmo.</p>
<p>Babaca de plantão, acabo de ser vítima da Americanas.com, daí a ligação com Beto Sicupira, exitoso empresário brasileiro que, entre outras coisas, preside o Conselho de Administração das Lojas Americanas. Ralph Nader vem depois.</p>
<p>Comprei, no dia 02 de junho, 5 unidades de um aparelho purificador por quase 3.000 reais. Para mim, uma fortuna.  Prometida data de entrega: dia 07. No dia aprazado, a transportadora entregou um (1) só equipamento, e não os cinco comprados. E se mandou.</p>
<p>Alguma coisa me cheirou mal. Na minha inteligência não privilegiada (afinal babaca não tem inteligência), acendeu um sinal amarelo. E aí começou minha “via crucis”.  Até que voltei ao balcão da loja onde eu havia feito a compra, as Lojas Americanas do Shopping Iguatemi de São Paulo, para então descobrir que o que me tinham sido vendido não existia no estoque da vendedora&#8230; Fiquei indignado. Para mim, que estudei Direito há meio século, salvo melhor juízo isso se caracterizava como estelionato: “ato de obter, para si ou para outrem, vantagem patrimonial ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo em erro alguém mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento” (Aurélio). Pedi meu dinheiro de volta. Nada. Fui ao Procom pela primeira vez na minha vida e fiz a denúncia competente. Continuo esperando.</p>
<p>Portanto, minha gente, alerta geral: redobrem seus cuidados sempre que forem comprar algo pela internet na Americanas.com.</p>
<p>Nós, consumidores, continuamos desprotegidos, apesar do nosso rigoroso e completíssimo Código de Defesa do Consumidor estar em vigor desde 11 de setembro de 1990.</p>
<p>O que continua acontecendo (vejam o índice alarmante de reclamações contras as operadores de telefonia, por exemplo), é uma prova de que a lei, sozinha, não vai resolver o problema. É preciso que as empresas se conscientizem de que o consumidor é o grande senhor do fato econômico e que não pode continuar sendo tratado como babaca impunemente. E que um consumidor feliz é o grande ativo de qualquer empresa. Não é apenas uma questão legal, mas sobretudo de marketing e de visão empresarial. Bem como diz o sr. Carlos Alberto da Veiga Sicupira na revista Época Negócios, definindo algumas razões do seu sucesso: “trate todo o mundo da forma como gostaria de ser tratado”.</p>
<p>E aí entra em cena o nosso inigualável Ralph Nader, advogado norte-americano que se tornou célebre por suas vigorosas campanhas em favor dos direitos dos consumidores, conscientizando uma nação inteira de que cidadão/consumidor não deve simplesmente vestir a carapuça e deixar que o poder econômico abuse dele impunemente.</p>
<p>Onde estão os Ralph Nader tupiniquins que tanto precisamos?</p>
<p>Onde estão os empresários que realmente praticam o que ensinam?</p>
<p>Os babacas eu sei bem onde estão, e aos montes. Um deles está aqui escrevendo&#8230;</p>
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		<title>Adote um político</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 13:03:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faveco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[A democracia exige de todos um diálogo crítico, criativo e sobretudo constante e permanente com os políticos.




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			<content:encoded><![CDATA[<p>A democracia</p>
<p>exige de todos um diálogo crítico,</p>
<p>criativo e sobretudo constante e permanente,</p>
<p>com os políticos.</p>
<p>A primeira vez que eu escrevi este artigo foi em junho de 1993, há 18 anos&#8230;. Naquela época não havia internet nem e-mail&#8230; Como temos eleição pela frente, o tema continua atualíssimo. Leiam.</p>
<p>Depois de um longo período de autoritarismo e, como conseqüência, de obscurantismo -  além de alguns péssimos episódios “colloridos” -  a sociedade brasileira ainda está aprendendo a lidar com a democracia. Este é um “mal” que aflige a todos, e do qual não escapam as elites. E a solução para a crise do país -  queiram ou não queiram – só virá através de um entendimento a partir do dialogo e da critica.</p>
<p>Nesta aspecto, é preciso estabelecer uma ponte sólida entre os políticos e todos os segmentos da sociedade, dentre os quais os empresários. Os problemas brasileiros são complexos e dificilmente poderão ser todos resolvidos, por exemplo, pelos quase seiscentos congressistas que temos em Brasília, <span style="text-decoration: underline;">se os mantivermos isolados</span>. Por isso, continuo acreditando que o caminho eficiente é o contato direto, num corpo-a-corpo diário físico ou eletrônico,  com os chamados representantes do povo.</p>
<p>Sempre que converso com empresários e o tema é o descompasso entre a realidade de cada um e a vida em plenário eu lhes digo: <strong>adote um político.</strong></p>
<p>Isso mesmo: adote um político!</p>
<p>Estou cada vez mais convencido de que deveríamos “escolher” um deles para cada um de nós. E, em seguida, tentar transformar-nos em sua <span style="text-decoration: underline;">fonte permanente e confiável</span> de informação.</p>
<p>Não custa dar alguns telefonemas por semana, promover alguns encontros durante o mês, transmitir idéias e sugestões. (<em>hoje é bem mais fácil, basta mandar um e-mail ou utilizar as redes sociais, o marketing viral, o boca-aboca eletrônico à disposição</em>).</p>
<p>É preciso que se entenda, por exemplo, que a vida dos parlamentares não é lá tão fácil como se pode eventualmente imaginar. Nem se pode esperar deles</p>
<p>pleno e profundo conhecimento de causa, quando são individualmente chamados a decidir, se não nos dispusermos a lhes dar o <span style="text-decoration: underline;">necessário</span> subsídio que possa melhor embasar o seu voto. Afinal,  são centenas de projetos, alguns dos quais versando sobre matéria da qual muitos jamais ouviram falar.</p>
<p>Na essência, o político busca (ou deveria buscar), como qualquer pessoa decente, o mesmo que todos nós: desenhar uma Nação que venha ser um dia próspera e socialmente justa.</p>
<p>O contato permanente, ainda que sua execução pareça utópica diante da magnitude da empreitada, é mais produtivo do que tentar salvar almas numa igreja vazia. Não é suficiente, nem gera credibilidade, organizar caravanas bissextas que vão à Capital Federal num dia e que voltam correndo no outro, ou, se der, no mesmo dia. O relacionamento tem que ser <span style="text-decoration: underline;">constante</span> para ser eficaz.</p>
<p>E antes que alguém lance a primeira pedra, vamos abrir logo o jogo. É claro que estamos falando de “lobby” (*), que já é uma instituição nos países desenvolvidos e que tornou-se uma profissão tão respeitável como qualquer outra nos Estados Unidos. O “lobby” faz parte do jogo democrático.</p>
<p>Muitos empresários concordam que o caminho é por aí, mas temem ser acusados de estar tentando “comprar” este ou aquele interlocutor privilegiado, exorbitando, traficando influências ou abusando do “poder econômico</p>
<p>Bobagem</p>
<p>Não se deve generalizar pelas más exceções.</p>
<p>A verdade é que não se pode entrar na chuva com medo de se molhar.</p>
<p>É preciso ter coragem para enfrentar a situação.</p>
<p>A crítica também está na essência da democracia, e não podemos deixar que maus exemplos nos inibam e nos tirem a força de lutar por aquilo que acreditamos seja melhor para o conjunto.</p>
<p>A necessidade de diálogo é fundamental. E cabe a nós,  com inteligência, dedicação, constância e desprendimento, pavimentar o melhor caminho para a solução dos problemas nacionais.</p>
<p>Estamos vivendo, mais uma vez, outro instante decisivo.</p>
<p>Cada um tem a <span style="text-decoration: underline;">obrigação</span> de desempenhar o seu papel.</p>
<p>A Nação agradece, mas dispensa excesso de zelo ou pruridos no encaminhamento de seus assuntos.</p>
<p>Ela quer ser grande e desenvolvida, porque seus filhos merecem.</p>
<p>O momento <span style="text-decoration: underline;">exige</span> iniciativa e ação.</p>
<p>É assim que funciona uma democracia</p>
<p>Eticamente.</p>
<p>Imediatamente.</p>
<p>Antes que seja tarde demais. </p>
<p>(*) <em>o projeto de lei do Senador Marco Maciel, regulamentando o lobby” no Brasil, tramita há 22 anos&#8230;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Babushkas &amp; Branca de Neve</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 15:09:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faveco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não! De jeito nenhum! Não vou ceder à tentação! Nem usando o colírio alucinógeno receitado pelo Macaco Simão nem o do meu oculista, que me disse que para curar mesmo minha conjuntivite ocular e mental só mudando do Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não! De jeito nenhum! Não vou ceder à tentação! Nem usando o colírio alucinógeno receitado pelo Macaco Simão nem o do meu oculista, que me disse que para curar mesmo minha conjuntivite ocular e mental só mudando do Brasil. Não, eu não vou escrever sobre os escândalos do Arruda. Teria que mudar o título do artigo para Ali Babá e os milhares de ladrões que infestam a política brasileira e ficam impunes, como o famoso Waldomiro do mensalão anterior.  Não, isso eu não vou fazer. Galho de arruda neles! Deixa estar, jacaré, que um dia a lagoa vai secar&#8230; Será que vai mesmo?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Coitado do Delfin quando me dizia que o Brasil poderia ser uma das nações mais ricas do mundo se pagasse só os 10% &#8211; sem ter que comprar os panetones ou construir a obra para justificar. Êta 10% de saudosa memória. O Brasil era como a professorinha: feliz e não sabia. Mas, convenhamos, naquele tempo tudo era mais barato e 10% estava bom demais. Hoje, o pedágio é astronômico, já que a carestia está medonha. E mesmo assim continuamos a ser campeões de obras inacabadas. Ninguém é melhor do que o Brasil nesse quesito, que não é de escola de samba, mas do samba do crioulo doido em que se transformou a Nação. Tudo bem, né? Afinal somos ou não somos o país da impunidade? Esse caneco ninguém nos tira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Gorbachov é que ensinava que político em campanha tinha que prometer ponte onde não havia rios&#8230; Mas na Rússia eles só prometiam&#8230; Nós prometemos e fazemos. Somos “tiquititos pero cumplidores”, que nem as Pílulas de Vida do Dr. Ross&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E, mesmo assim, “la nave va”&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas e as bonequinhas russas e o Walt Disney?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Me criei profissionalmente vendo e ouvindo o David Ogilvy fazer a analogia entre as “babushkas” e as empresas: “se você contratar pessoas menores você terá uma empresa de anões”. E mostrava as bonequinhas, tirando uma de dentro da outra, até chegar àquela pequenininha que fica por último. Resultado: imbuídos dessa filosofia, nós criamos uma empresa de gigantes, que transformaram a Ogilvy &amp; Mather numa das melhores e maiores agências de publicidade do mundo, com uma relação de clientes invejável e quase 300 escritórios em mais de 100 países.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agora, lendo o livro “Fazer Acontecer”, do admirável Julio Ribeiro, me deparei com a analogia que ele usa para dizer a mesma coisa: a síndrome do Branca de Neve. O Branca é aquele cara que só contrata anões.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Babushkas” ou Branca, o fato é que, lamentavelmente, ainda existem empresários deste feitio. São os tais “reis da cocada preta”, que sabem tudo de tudo, que não ouvem, que odeiam “gastar dinheiro” com consultores experientes, que não querem sombra nem ameaça, que esquecem que profissionais de alto calibre, melhores do que ele, farão com que ele cresça e ganhe dinheiro cada vez mais. Afinal, lucro nunca deu prejuízo para ninguém, mas inovar e maximizar lucratividade sozinho é parada dura, quase impossível. Estes ditos “empresários” (entre aspas) nunca ouviram falar que a expressão  “<strong>TEAM</strong>” (equipe) significa: “<strong>T</strong>ogheter <strong>E</strong>veryone <strong>A</strong>chieves <strong>M</strong>ore”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não posso citar os nomes, mas me lembro perfeitamente de quando participei da criação da subsidiária brasileira de uma grande multinacional que se dedicaria a produzir e comercializar produtos de consumo. Aprovado o enorme investimento pelo Board em Londres, a equipe tupiniquim se dedicou à construção da fábrica, gastando ligeirinho os muitos milhões de libras esterlinas alocadas. Até aí tudo bem, que não dá para produzir nada sem uma fábrica. Até que chegou o dia da contratação do executivo principal, do líder, do CEO. E lá fui eu, alegre e confiante, sugerindo o nome de um profissional que eu tinha certeza de que daria conta do recado – e muitos dividendos para os acionistas. Qual não foi a minha surpresa quando fui informado que ele não seria contratado porque era “muito caro”, que a decisão tinha recaído no segundo da lista, que “era quase tão bom” e que custava muito mais barato. O indigitado cidadão foi admitido e a empresa foi pro brejo, fechou, desapareceu. O contratante, que se achava o maior do mundo, não passava de uma minúscula “babushka”, o Branca de plantão. Pouco depois foi demitido.</p>
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		<title>Como conquistar novos clientes</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 13:58:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faveco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois que deixei a Ogilvy &#038; Mather Worldwide, voltei para o Brasil e constitui a minha consultoria Brand Motion, é impressionante a quantidade de visitas que recebo de empresas que gostariam de me contratar para conseguir novos clientes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois que deixei a Ogilvy &amp; Mather Worldwide, voltei para o Brasil e constitui a minha consultoria Brand Motion, é impressionante a quantidade de visitas que recebo de empresas que gostariam de me contratar para conseguir novos clientes. Não só de agências de publicidade, setor ao qual dediquei 30 anos da minha vida profissional, mas de outros setores da economia, os mais variados que se possa imaginar, muitos dos quais eu não tinha a menor idéia do que se tratavam.</p>
<p>Mas se eu tinha construído um formidável “network” de relacionamento nacional e internacional ao longo dos anos e tinha conquistado tantos e tão grandes clientes para a  agência no país e no exterior, esta capacidade, teoricamente, poderia produzir resultados para outros tipos de empresa. Não só poderia como produziu, porque os fundamentos são os mesmos. Como foi o caso da Soluziona, uma empresa mundial de consultoria de T.I. que pertencia ao grupo espanhol Unión Fenosa, da qual fui presidente por uns anos, até que a empresa foi comprada pela Indra. Desnecessário dizer que eu não sabia absolutamente nada de tecnologia da informação.</p>
<p>Ken Roman , então Chairman and CEO da Ogilvy, sempre nos dizia: “Conquistar novos clientes não é uma questão de vida ou morte: é mais importante do que isso”.</p>
<p>Mas conquistar um novo cliente não é uma tarefa fácil. Nunca foi. Não basta simplesmente ter relacionamento, que obviamente é importante para abrir portas e estabelecer uma ponte de confiança pessoal. Novos negócios é um processo complexo, científico, penoso, que requer investimento e que, sobretudo, leva tempo. Requer planejamento, foco, paciência e muita determinação.</p>
<p>Muito mais ainda nos dias de hoje, onde o ambiente mudou drasticamente.</p>
<p>A maioria dos produtos e dos serviços se transformou em “commodities” e preço passou a ser uma variável importante, praticamente definitiva. Quase tudo passa hoje pelos “Procurement Departments”, &#8211; os departamentos de compra &#8211; que dão pouca importância para valores intangíveis. E serviços, inclusive os de comunicação, são colocados na vala comum, junto com pregos e parafusos. Parece incrível, mas é verdade. E vai continuar assim por muitos anos, até que volte a cair a ficha de empresas e empresários que talento não se compra em prateleira de supermercado. E que no mundo competitivo de hoje, onde a tecnologia transformou e transforma rapidamente a maioria dos produtos e serviços em “me toos”, só o talento é capaz de criar a diferenciação que faz com que o consumidor prefira uma marca ao invés de outra, muitas vezes mais barata. Afinal, não foi o talento criativo de uma agência (“a cerveja que desce redondo”) que fez com que a até então inexpressiva Skol assumisse e se mantivesse na liderança da sua categoria? Será que o departamento de compras, por mais competente que seja, sabe avaliar o poder de uma grande idéia? Ter escolhido uma agência mais barata teria sido a medida correta? Teria produzido os formidáveis efeitos econômicos que a decisão inteligente produziu, baseada em fatores não mensuráveis na ocasião?</p>
<p>No meu caso, a “imagem” que ficou é de que eu sempre fui um conquistador de novas contas. E fui mesmo. Mas o que mais me orgulho não é exatamente disso, mas sim de nunca ter perdido nenhuma das contas que conquistei. Por que? Porque consegui atingir, ao longo do meu relacionamento com elas, um grau de “indispensabilidade” que ajudou a agência a superar as crises de relacionamento que sempre acontecem. Mas “indispensabilidade” é tema para outro artigo.</p>
<p>Quando no início da década de setenta assumi a Standard Propaganda, que estava de transformandoem Standard Ogilvy&amp; Mather, a situação era mesmo crítica.</p>
<p>A agência, que tinha sido fundada por Cícero Leuenroth em 1935, atravessava uma crise sem precedentes: praticamente não tinha mais clientes importantes, além da Shell, no Rio, e a Rhodia,em São Paulo, conta aliás, que foi retirada da agência tão logo foi anunciada a associação com a Ogilvy. Pretexto: a Rhodia só queria trabalhar com agências genuinamente brasileiras, e a Standard não era mais&#8230;</p>
<p>Tive que pegar o touro à unha e empreender a tarefa de reconstrução da agência. E conquistar clientes.</p>
<p>E comecei o processo.</p>
<p>Num fim de tarde, num “happy hour” com meus colegas, que de “happy” não tinha nada já que estávamos numa pior, escrevi numa bolacha de chopp o nome de dez empresas para as quais gostaria de trabalhar. Todas “blue chips”. Meus próprios colegas acharam que eu estava louco. Passados alguns anos, a agência estava trabalhando para nove dos dez listados. E o décimo só não veio porque a matriz nos Estados Unidos vetou a nossa contratação: tinha alguma “bronca” com a Ogilvy nos Estados Unidos.</p>
<p>Portanto, minha gente, conquistar novos clientes e novos negócios não é nada fácil, mas não é impossível: requer foco, determinação, investimento, visão de médio e longo prazo, e muita paciência. E, sobretudo, processo, que pretendo detalhar em livro que estou escrevendo. Esperem para ver, ou melhor, para ler. E quando ele for editado, comprem que vai valer a pena. Pelo menos para mim, que vou ganhar 10% do preço de capa.</p>
<p>(Fevereiro &#8211; 2010)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Kaká e a segurança nacional</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 15:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faveco</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mas o que é que o Kaká tem com isso, além de ser uma segurança para que possamos trazer da África do Sul o sexto caneco mundial?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas o que é que o Kaká tem com isso, além de ser uma segurança para que possamos trazer da África do Sul o sexto caneco mundial? É simples: o valor do seu passe é igual ao orçamento do Exército Brasileiro! Essa chocante constatação foi mostrada por um general de quatro estrelas em recente seminário internacional sobre Nanotecnologia e Defesa, acontecidoem Brasília. Noauditório, além de 200 generais e coronéis tupiniquins, especialistas militares e civis de muitos países, como Estados Unidos, China, Israel, França, Reino Unido e Índia, que ouviram perplexos essa comparação estarrecedora. É claro que eles vão reverberar esta informação nos seus países de origem, justamente países que estão pensando seriamente em mandar delegações de atletas e turistas para estas plagas ensolaradas onde, vez por outra, ainda canta algum sabiá meio rouco e desplumado.</p>
<p>Nada contra o valor do passe do Kaká, que ele merece. Afinal, futebol se revelou um dos nossos maiores e melhores produtos de exportação. Tão bom que nos possibilitou trazer a Copa do Mundo de 2014, 64 anos depois do vexame de 1950, quando o Obdúlio Varela comandou o nosso mais dolorido fracasso futebolístico de todos os tempos, derrotando a nossa “invencível” seleção e levando para o pequeno Uruguai a Copa que era nossa.</p>
<p>Mas, convenhamos, manter o Exército da décima economia industrial do mundo com um orçamento igual ao passe de um jogador de futebol parece piada. Piada de mau gosto, justamente no momento em que se discute o novo papel das forças armadas e que enfrentamos problemas de segurança de arrepiar os cabelos, problemas estes que se não forem acautelados podem afugentar visitantes internacionais para a Copa das Confederações em 2013, para o próprio Mundial de 2014 e intimidar o mundo olímpico que estamos convocando para 2016, entre outros eventos de magnitude planetária que estão no nosso radar, tipo a Expo Mundial em 2020.</p>
<p>Não me sinto abalizado para discutir o mérito da questão, se o Exército, a Marinha e a Aeronáutica devem ter poder de polícia ou não. A propósito, eu sou daqueles que acha que sim. E que vai mais longe: que se deve botar as forças armadas na rua sim, junto com todas as outras forças que pudermos, porque o que estamos vivendo no momento, queiramos admitir ou não, é um estado prático de guerra civil., uma guerra civil de fato que nós, a sociedade organizada, estamos perdendo de goleada para a bandidagem.</p>
<p>E fico pensando cá com os meus botões: como é que podemos assumir a responsabilidade de realizar em nosso país certames de tal magnitude quando o crime faz impunemente o que bem entende, afronta os poderes constituídos com a maior cara de pau e gera crescente risco e intranquilidade para todos nós?</p>
<p>Leio todos os dias sobre as cifras mastodônticas que o Brasil vai investir para se preparar para 2014 e 2016, mas não leio nada sobre verbas para combater a violência, que está ofuscando estas nossas conquistas do presente e comprometendo nosso futuro como nação desenvolvida.</p>
<p>Gostaria de ler que o país vai investir “x” bilhões em novos estádios, em infra-estrutura, etc, o que é muito bom (não sei de onde sairá esta grana toda, provavelmente do PAC, que hoje é a mãe de todos e de tudo, com uma burra sem fim), mas que vai antes ou ao mesmo tempo investir “x” mais “y” em segurança, sem o que a vaca vai definitivamente pro brejo. E que pelo menos uma verba igual à que vai para o Trem Bala será direcionada para conter outra bala, para nós muito mais importante, a bala perdida. Isto sem falar mais naquilo que foi mostrado no tal seminário de Brasília, onde ficou patente o enorme abismo que existe entre o que há de mais moderno em termos de inovações nanoteclógicas em uso pela defesa nacional daqueles países e a nossa pobre  realidade.</p>
<p>Estamos mais uma vez dando uma de avestruz: escondendo a cabeça na areia e oferecendo o bum-bum para o uso e deleite da marginalidade.</p>
<p>Em brilhante artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo do dia 07 de novembro, Miguel Reale Júnior, advogado, professor de direito na USP e ex-Ministro da Justiça, nos diz claramente: “existem várias formas de combate à violência. Basta querer”.</p>
<p>Será que realmente queremos?</p>
<p>Com orçamentos iguais ao passe do Kaká?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Discordar é preciso</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 16:21:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faveco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[“Toda a unanimidade é burra” – Margareth Thatcher.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Toda a unanimidade é burra” – Margareth Thatcher.</p>
<p>Isso me cria uma grande preocupação: a exagerada popularidade do Presidente Lula, que, pela quase unanimidade nacional, pode conduzir o país a burradas eleitorais de proporções históricas e inimagináveis em 2010.</p>
<p>Forte indício dessa possibilidade é o festival despudorado de alianças entre os partidos políticos em torno da candidatura oficial, com total desprezo a qualquer tipo de ideologia. Aliás, há anos atrás ouvi de um jornalista argentino que na América Latina não existe ideologia, mas pobreza e subdesenvolvimento. Esse time, àla Leide Gerson, assume que o Presidente vai mesmo fazer o seu sucessor, ou melhor, a sua sucessora, e que o adesismo de hoje vai garantir uma boquinha amanhã. Será que vai? O IBOPE diz que não, mas todos nós sabemos que o Brasil é um país das arábias, especialmente agora com o pré-sal&#8230;.</p>
<p><strong>Gestão</strong></p>
<p>Princípio da Toyota: “Se duas pessoas estão sempre de acordo, uma delas não é necessária”.</p>
<p>Acho que estou ficando meio descartável quando se trata de discorrer sobre administração empresarial, já que estou 100% de acordo com Elcio Aníbal de Luca e Raul Rosenthal, que entrevistei no meu programa de TV Sala Vip.</p>
<p>Esses dois empresários de sucesso acabam de lançar livros imperdíveis para quem se preocupa, entre outras coisas, com qualidade e sustentabilidade: “Gestão para um mundo melhor”  e  “Sonhar acordado”. Os dois, cada um no seu estilo, confirmam a minha velha teoria de que fama, sucesso e dinheiro são subprodutos de alguma coisa que se faz melhor do que os outros. E que  “vivo” mesmo é aquele que age corretamente. Elcio, no comando da Serasa, levou a empresa a conquistar o tricampeonato de qualidade; Raul, PhD na teoria e na prática, continua nos ensinando que sonhar é preciso, desde que com foco, persistência e determinação. Isso me lembra de quando eu reclamava de um grande cliente fabricante de cigarros que eles sempre queriam resolver a parada dando uma rapidinha, tipo coelho, colocando a campanha no ar por apenas três meses e esperando quer a natureza se encarregasse de reproduzir consumidores, enquanto o cawboy de Marlboro continuava cavalgando, anos a fio, impoluto, apesar de vários ginetes terem morrido de câncer de pulmão ao longo da trajetória. Isso me irritava porque eu fui e continuo sendo fumante e obviamente queria que o produto do meu cliente fosse o mais vendido do mundo. Era na época em que fumar era bacana, especialmente para gente como eu que acreditava piamente ser o Humphrey Bogard dos trópicos (Casablanca), ou o Kenny Rogers gaúcho (para desespero do Lupicinio Rodrigues) ou, mais recentemente, a versão tupiniquim do Sean Connory, que se transformou em símbolo sexual já na terceira idade&#8230; Fracassei, é claro.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Vida pública na privada</span></strong></p>
<p>Excelente o artigo de Ruy Castro na Folha de S. Paulo do dia 10 de outubro. Cita algumas manchetes inesquecíveis, tipo “Entrevista de mentira com um falsário de verdade”, do Carlos Heitor Cony para a revista Manchete, sobre um escroque com quem ele não conseguiu falar. Ou “O Ivo não viu o ovni”, do Chico Nelsonem O Globo, quando o cardeal Ivo Lorscheiter, temendo por sua fé, não quis olhar pela janela do avião para não se arriscar a ver um clarão que parecia um objeto voador não identificado.  Ou “China vai de Mão a Pião”, de Guilherme Cunha, quando houve a sucessão do poder naquele país. Isso me lembra de uma outra sensacional que foi publicada pelo vespertino A Hora, de Porto Alegre, onde eu trabalhava, reportando o comício de lançamento da candidatura de Walther Peracchi Barcellos ao governo do Rio Grande do Sul. Naquela ocasião solene, ele prometeu aos gaúchos que, “varão probo” como era, faria na vida pública o que fazia na vida privada. Manchete: “Peracchi promete fazer na vida pública o que faz na privada”.</p>
<p>O que não se sabia na época, pelo menos lá no Rio Grande, é que a maioria dos políticos brasileiros viria de fato a fazer na vida pública o que fazem na privada&#8230; Literalmente.</p>
<p>N° 238   (Outubro &#8211; 2009)</p>
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		<title>Stanislaw, De Gaulle e suas marolinhas</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 15:31:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faveco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nosso Stanislaw Ponte Preta sempre foi um dos meus filósofos de cabeceira. Ele, Bakunin e Luiz Inácio Lula da Silva, formam o meu Trio Maravilhoso Regina: o talco, o sabonete e a água de colônia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nosso Stanislaw Ponte Preta sempre foi um dos meus filósofos de cabeceira. Ele, Bakunin e Luiz Inácio Lula da Silva, formam o meu Trio Maravilhoso Regina: o talco, o sabonete e a água de colônia. Não pela ordem, é claro, porque sabonete mesmo é o terceiro da minha lista&#8230;</p>
<p>Pouca gente conhecia melhor a “idiossincrasia” nacional do que o Sergio Porto (1923-1968), que se celebrizou criando a expressão FEBEAPÁ. – Festival de Besteira que Assola o País. Até parece que ele tinha bola de cristal. Mesmo com esse avançado recurso tecnológico – a bola de cristal – acho que ele nunca imaginou que a coisa pudesse chegar aos níveis que chegou “neste país” que, “infelizmente, foi descoberto por estrangeiros”&#8230; O Sérgio Porto era imperdível, mas não era impagável: trabalhava muito e ganhava pouco, como bom jornalista que se preza. A verdade é que o Stanislaw dele fez muita marola no pensamento nacional naquela época, quando pensar poderia dar cadeia. Uma época que inaugurou o dedurismo no Brasil, que já havia sido inventado por Gorki (“Os pequenos burgueses”) e que está sendo agora recriado pelo Serra, que quer estimular colegas, amigos e parentes a dedurar os fumantes, apostando mais na repressão do que na educação&#8230; Eu sou fumante.</p>
<p>Além desse, um dos meus outros grandes problemas (ninguém é de ferro) é que insisto em ler jornal todos os dias. E não consigo esquecer o Stanislaw, pois o Febeapá está em grande moda. Vejamos alguns exemplos:</p>
<p>* O Sarney continua presidente do Senado;</p>
<p>* Estamos criando mais 8.000 vagas de vereadores;</p>
<p>* Pretendemos censurar a internet;</p>
<p>* Já estamos gastando por conta o dinheiro do pré-sal;</p>
<p>* Vamos incentivar mais as invasões do MST mudando os critérios de avaliação da produtividade das áreas rurais;</p>
<p>* Contrataremos mais 60 mil funcionários públicos federais no ano que vem;</p>
<p>* Não vamos comprar mais Tamiflu. O que temos dá para 5% da população;</p>
<p>* Vamos permitir os carros a diesel, mas não temos diesel, só enxofre puro;</p>
<p>* Vamos construir mais 5 usinas nucleares;</p>
<p>* O Real vai ser a moeda mais forte do mundo, ainda que não dê para comprar um cafezinho sequer no exterior, porque ninguém o aceita;</p>
<p>* Temos a maior área ensolarada do mundo, e nada de energia solar.</p>
<p>* A violência continua matando 48.000 brasileiros por ano só em homicídios com arma de fogo. Os Estados Unidos perderem pouco mais de 50 mil homens em toda a guerra do Vietnã;</p>
<p>* Nossa educação bate recordes de ineficiência e de falta de planejamento. A China formou 300.000 engenheiro em 2008, nós fizemos 23.000;</p>
<p>* Entramos depois e saímos antes da crise financeira mundial. Ufanismos à parte, segundo fontes oficiais nossa competência em controlar a marolinha vai salvar o mundo.</p>
<p>* O Ministro da Fazenda diz que uma das receitas para nosso crescimento è “manter os juros baixos”&#8230;</p>
<p>É o reino da anarquia, que imagino seja a nossa fórmula secreta para a prosperidade. Nossos estadistas (eu não conheço nenhum) levam Bakunin ao pé da letra.</p>
<p>E agora vem mais essa da compra dos fracassados jatos franceses (não ganharam nenhuma concorrência até hoje), anunciada oficialmente pelo Presidente da República e desmentida pelo seu Ministro da Defesa.</p>
<p>Isso mesmo: o Presidente anuncia, o seu Ministro desmente.</p>
<p>De Gaulle tinha razão: este não é um país sério.</p>
<p>Tanto é que não estamos livres de ter grandes surpresas nas eleições de 2010. Se Satnislaw estivesse aqui conosco talvez pudesse nos ajudar a interpretar o que está se passando. E nos dar algumas dicas. Tipo:</p>
<p>* Serra não vai ser candidato;</p>
<p>* Dilma vai desistir em janeiro;</p>
<p>* Marina Silva vai continuar crescendo.</p>
<p>E, por estas e outras,</p>
<p>* Lula vai para o terceiro mandato, imitando Dom Pedro I.</p>
<p>Ah, diriam os puristas, não pode, ele já perdeu o prazo legal.</p>
<p>Ledo engano dos que já esqueceram do Febeapá, do De Gaulle e da competência desse país em sobreviver a qualquer marolinha constitucional, já que esta não seria a primeira e certamente não seria a última..</p>
<p>E se isso acontecer não adianta berrar, mesmo porque bom cabrito não berra. Nem ladrar enquanto a caravana passa. Afinal, lucro nunca deu prejuízo a ninguém. E para os políticos, lucro (muito lucro!) é se manter no poder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>N°  (Setembro &#8211; 2009)</p>
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		<title>O Rei de Madison Avenue</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 16:45:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faveco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[David Ogilvy partiu para o Olimpo há dez anos, e , irreverente e iconoclasta como sempre foi, nesse dia deitou por terra mais um mito: rei morto, rei posto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>David Ogilvy partiu para o Olimpo há dez anos, e , irreverente e iconoclasta como sempre foi, nesse dia deitou por terra mais um mito: rei morto, rei posto. Ele nunca foi substituído e continua reinando sobre a publicidade mundial até hoje.</p>
<p>Eu conheci David Ogilvy na vitrine de uma livraria da Calle Florida,em Buenos Aires. Láo encontrei, fumando cachimbo, na capa de um livro intrigante: “Confesiones de un Publicista”, na sua versãoem espanhol. Jornalistae rato de livraria que sempre fui, comprei o livro e o devorei na mesma noite. E retornei a Porto Alegre no dia seguinte já não mais apenas jornalista, mas também publicitário. Levando ao pé da letra os ensinamentos de D.O, cresci na minha nova profissão na qual, segundo dizem, tive algum sucesso. Afinal, de guri da Cidade Baixa fui pararem New Yorkcomo membro do Board e do Comitê Executivo Mundial de uma das maiores agências do mundo, que ajudei a dirigir nos cinco continentes.</p>
<p>Naquele passeio portenho que mudou o rumo da minha vida, o que eu jamais poderia imaginar é que um dia teria o orgulho de trabalhar pessoalmente com David Ogilvy, e por 25 anos. Tudo começou quando Cícero Leuenroth, dono da Standard Propaganda e meu inesquecível chefe, decidiu não mais vender sua agência, que tinha fundado no Rio de Janeiro em 1933, para Ed Ney e sua Young &amp; Rubican e se associar com o brilhante escocês que tinha iniciado sua empresa em 1948 &#8211; 15 anos depois da Standard.</p>
<p>No final de 1971, Cícero tinha ido a New York para concluir sua negociação com a Y&amp;R quando foi convidado por David para almoçar no Waldorf Astória. Terminado o almoço, tinha sido seduzido por ele, esquecido seus compromisso anteriores e, sem qualquer “due diligence”, recebido um cheque de 500 mil dólares que a então Ogilvy, Benson &amp; Mather lhe deu selando a parceria.</p>
<p>E começava assim, no escuro, a Standard, Ogilvy &amp; Mather.</p>
<p>Em março de 1972 saí do Rio Grande do Sul para ser seu novo presidente, por indicação do meu querido “guru” Reinaldo Filardi, o poderoso vice-presidente da Shell, então o maior cliente da Standard. Filardi me descobriu muito antes de que eu mesmo me desse conta de que poderia tentar vôos mais altos e cruzar a fronteira do Rio Pelotas. Filardi era, antes de tudo, um corajoso.</p>
<p>E lá fui eu, de mala a e cuia, para o Rio de Janeiro, tentar substituir um personagem insubstituível como Cícero Leuenroth. E, sem saber falar uma só palavra de inglês, dirigir uma multinacional anglo-americana.</p>
<p>Me convidaram para ir à Madison Avenue para conhecer o David Ogilvy. É claro que fui. Apertei-lhe a mão, e nada mais: ficamos nos olhando olho no olho por alguns minutos, e foi só, já que qualquer diálogo era impossível diante da minha total ignorância do idioma de Shakespeare. E não havia tradutor de plantão.</p>
<p>Depois me disseram que, como de hábito, ele tinha escrito uma nota para os seus  companheiros de Board confirmando que tinha me conhecido pessoalmente e que “tinha gostado de mim”. Mas que tinha me achado meio estranho: “parece que ele está indo para a última ceia”&#8230; Eu pesava menos de 60 quilos, usava cabelos loiros e longos debruçados nos ombros e uma barba preta me cobria a face. E tinha a idade de Cristo quando morreu na cruz.</p>
<p>Agora, comemorando os primeiros 10 anos de vida eterna de David Ogilvy, Ken Roman lança a biografia: “The King of Madison Avenue”. Uma obra imperdível não só para publicitários e profissionais de comunicação, mas para empresários em geral e para qualquer um que se preocupe com liderança. Ken Roman era o nosso Chairman e CEO quando perdemos a agência para a WPP de Martin Sorrell, que fez uma oferta hostil na bolsa e comprou todas as ações praticamente em 24 horas. Todos os membros do board deixaram a empresa rapidamente, mas eu fui ficando&#8230;. O que consolidou ainda mais a minha ligação com David Ogilvy, que passou a me chamar de o último dos Moicanos, o último índio de sua tribo, o último elo executivo atuante entre a agência que ele tinha criado e a atual organização, parte de uma “holding” financeira londrina.</p>
<p>David foi juntar-se aos seus pares, os deuses imortais,  no dia 21 de junho de 1999. E eu voltei para minha planície tupiniquim, não sem ter crescente saudade do grande chefe com quem tantas vezes fumei o cachimbo da sabedoria nos formidáveis conselhos tribais que ele presidia.</p>
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		<title>fms=2L2</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 16:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faveco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu estava com vontade de escrever outro artigo com outro título: “No Brasil, o Crime Compensa”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estava com vontade de escrever outro artigo com outro título: “No Brasil, o Crime Compensa”, baseado na sentença do Supremo que inocentou o deputado Palloci no caso da quebra do sigilo bancário do caseiro Francelino, e na conseqüente constatação melancólica de que impunidade pode até virar “súmula vinculante”&#8230; E amarrar tudo isso com o arquivamento das denúncias contra Sarney, com a “soltura” do Maluf, com os Marcos Valério que continuam por aí lépidos e faceiros, com os crimes do colarinho branco cujos autores, pelo menos até agora, não foram parar na cadeia, etc. etc. etc..</p>
<p>Mas surgiu um fato novo relevante: a candidatura Marina Silva, que abre uma janela de oportunidade para todos aqueles que estavam inconformados com a perspectiva de uma eleição plebiscitária:: ou Dilma ou Serra.</p>
<p>Já que o nosso Montenegro, presidente do IBOPE, nos demonstrou por “a” mais “b” que o atual Presidente da República não transfere seus votos para sua candidata, Marina poderá ser o grande “azarão” da corrida eleitoral do ano que vem. Ela é, sem dúvida nenhuma, a grande novidade. Dona de um passado limpo e respeitável, sem nunca ter se envolvido nem em guerrilhas sangrentas nem em corrupção, ela pode representar aquilo que o PT representou na primeira eleição de Lula: honestidade! E tem mais poder de comunicação direta com seu “universo” do que o então candidato Lula: Por essas e outras é que um grande amigo meu, que não é nem cientista nem político e que prefere se manter no anonimato, formulou a genial equação: fms=2L2. Isto é: o fator Marina Silva é igual a dois Lulas ao quadrado.</p>
<p>Chafurdando em denúncias de corrupção a torto e a direito, o PT obviamente não representa mais a bandeira da honestidade. O PSDB também tem telhado de vidro. Marina tem uma cobertura de cristal, translúcida e imaculada. Ambientalista (está na moda), norte-nordestina, mulher, de origem humilde e negra, é uma verdadeira representante da maioria da população brasileira, que, segundo o IBGE, é justamente de mulheres, negros e pobres. Além disso, Marina tem o discurso que o povão quer ouvir. Portanto, não se iludam nem esqueçam: fms=2L2</p>
<p>Afinal, exemplo por exemplo, ela também é um dos bons. Foi de empregada doméstica a Ministra de Estado e Doutora em História, o que só demonstra a sua capacidade e força de vontade, numa família de sete irmãos na qual os outros seis infelizmente não conseguiram sair do atoleiro sócio-cultural. Além disso, ela pode representar, para o Brasil do futuro, a continuidade da política social de investimento na “base da pirâmide”, que parece ser o que este país precisa. Vide o exemplo da pujança do mercado interno em 2009, que está fazendo com que o Brasil saia da “marolinha” mais rápido do que a maioria dos países do planeta.</p>
<p>Tenho a forte impressão de que as próximas pesquisas de opinião, do IBOPE e outras, já devem sofrer alteração e retratar o “Efeito Marina”. O Serra, atual líder nas consultas, que se cuide.</p>
<p>Quem diria, no início da campanha lá nas terras do Tio Sam, que os Estados Unidos da América elegeriam um negro para presidi-lo? Os tempos mudaram. E estas mudanças vieram para ficar. Disso os japoneses acabam de nos dar mais uma demonstração, sepultando nas urnas a hegemonia de 50 anos do partido que esteve no poder desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Promessa vitoriosa: mudança!</p>
<p>Por tudo isso, recomendo aos saudosistas que coloquem sua viola no saco: conservadorismo é coisa do passado. O futuro democrático será sempre socialista, pobre e reivindicatório. Especialmente num país com um colégio eleitoral de mais de 130 milhões de pessoas, das quais a maioria, infelizmente, ainda é analfabeta funcional, e onde o voto é obrigatório.</p>
<p>N°  236  (Julho e Agosto – 2009)</p>
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		<title>Como os adolescentes consomem mídia?</title>
		<link>http://www.faveco.com.br/como-os-adolescentes-consomem-midia/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 12:46:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Faveco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Como publicitário, sou de uma geração que tratava os consumidores como um dócil rebanho de ovelhas que seguia cegamente o pastor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como publicitário, sou de uma geração que tratava os consumidores como um dócil rebanho de ovelhas que seguia cegamente o pastor. Que pastor? A televisão. Que cajado? O comercial de 30 segundos. Bastava colocar um belo e criativo filme no horário nobre da telinha e pronto: o indefeso “target” obedecia. </p>
<p>Não é mais bem assim.</p>
<p>O Morgan Stanley acaba de publicar um trabalho que está dando o que falar no mundo inteiro: “Mídia e Internet – Como os adolescentes consumem mídia”. Baseado em ampla pesquisa, os resultados vão fundo nos hábitos deste público, que representa uma importante parcela dos consumidores de hoje e que será o grupo dirigente e formador de opinião de amanhã. E o amanhã já chegou. Pelo menos nos mercados mais desenvolvidos, como a Europa e os Estados Unidos.</p>
<p>Segundo esta publicação, “a mídia digital está transformando profundamente o comportamento dos consumidores e os modelos de negócio da mídia tradicional”.</p>
<p>Como sempre, na vanguarda dessa revolução estão os “teenagers”. Entender como eles pensam parece ser uma excelente maneira de avaliar como o cenário da mídia vai evoluir.</p>
<p>Dessa imperdível pesquisa do Morgan Stanley, vale destacar:</p>
<p>* Os adolescentes estão consumindo mais mídia, mas de uma maneira inteiramente diferente dos padrões habituais. E sempre que esta mídia for grátis: eles não querem pagar.</p>
<p>* Eles gostam mesmo é caçar conteúdo e música através de novas plataformas como iPods, celulares e websites.</p>
<p>* A mídia impressa não é relevante. Eles não lêem jornais. A não ser os tablóides gratuitos, desses que são distribuídos nas ruas ou nas estações de metrô.</p>
<p>* Eventos, concertos e cinema permanecem populares e são das poucas mídias (mídias presenciais) pelas quais eles estão dispostos a pagar.</p>
<p>* A convergência de jogos, TV, telefonia celular e internet está se acelerando a uma velocidade cada vez maior, com enormes implicações especialmente para a TV paga.</p>
<p>* A maioria dos adolescentes não ouve rádio regularmente e quando o fazem é para ouvir música. </p>
<p>* Eles chegam a passar semanas sem ligar a TV.</p>
<p>* * O estereotipo dos “gamers” era “adolescentes do século masculino”, mas o advento do Wii criou uma multidão de adeptos do sexo feminino e de crianças a partir dos 6 anos. – e todos jogam por uma hora ou mais. Os consoles são mais populares porque permitem conexão com a Internet e conversas de graça.</p>
<p>* Todos eles têm algum tipo de acesso à Internet, seja na escola ou em casa. A grande maioria é muito ativa nas redes sociais, A internet é a sua grande fonte de informação.</p>
<p>* Eles vão ao cinema frequentemente. Significa uma “experiência”, quase que independente do filme que estiver passando.</p>
<p>* 99% tem um telefone celular, a maioria com grande quantidade de funções.</p>
<p>* Eles simplesmente não gostam da publicidade e não querem vê-la nem mesmo na Internet.</p>
<p>Essas indagações e inquietações são cada vez mais dramáticas, pois não há dúvidas que estamos diante de uma mudança radical de paradigmas.</p>
<p>* Qual será o futuro da mídia impressa, dos jornais, das revistas?</p>
<p>* Que modelo a TV terá que buscar para se manter relevante?</p>
<p>* O que fazer com o rádio?</p>
<p>* Como acelerar a necessária convergência dos meios?</p>
<p>* Como aproveitar melhor os “games”?</p>
<p>* Como otimizar a telefonia celular para transmitir mensagens de caráter comercial?</p>
<p>* O cinema, com suas possibilidades de “product placement” e merchandising, está sub-utilizado?</p>
<p>* E os eventos, concertos e outras mídias presenciais, como as feiras e congressos, estão tendo a atenção que merecem?</p>
<p>* Que formatos a publicidade deverá buscar e que meios deverá utilizar para não ser rejeitada e descartada?</p>
<p>A busca de soluções para estes dilemas deveria ocupar espaço prioritário na agenda de todos os empresários, pois o consumidor, que é o grande senhor do fato econômico, não consome fábricas, mas marcas de produtos e serviços que lhes transmitam confiança e boas experiências. E como construir marcas sem publicidade relevante transmitida por meios eficazes?</p>
<p>Este debate tem enorme importância especifica para a indústria da comunicação. é claro. Mas não só para ela, pois a publicidade é o mais potente acelerador da produção em massa e o grande motor da economia, que precisa crescer e gerar cada vez mais prosperidade, renda, emprego e conseqüente justiça social. </p>
<p>(*) Conferencista, palestrante, titular da Brand Motion Consultoria, membro dos conselhos da Brazil Trade Shows e da Miksom Ativação, apresenta o programa de TV Sala Vip, que vai ao ar todos os sábados às 18:30, na CNT.</p>
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